Chico tira de letra as ofensas dos beques que jogam pelo lado direito do campo. A foto é do blog da Tatiana Machado, que encarou uma dividida com o jogador do Politheama, num texto delicioso.[li esse comentário que está no título em um blog pretensamente literário e cultural a respeito do novo livro de Chico Buarque, Leite Derramado. Me assustei com a avalanche de críticas ofensivas e preconceituosas derramada contra o escritor e compositor pela esmagadora maioria de leitores do blog, que nem vou nominar. O chamaram de mau escritor, de mau compositor, de artista decadente, de aproveitador. Tudo porque ele tem um passado e um presente político coerente com toda a sua trajetória como artista. Confesso que fiquei assustado. E decepcionado. Assustado com a sede de sangue, que eu acreditava não existir mais nesses setores mais conservadores. Decepcionado porque ainda procuro acreditar que as pessoas evoluem, amadurecem, reveem comportamentos, enterram preconceitos. Mas, como dizia o bom e velho Chico num dos momentos mais difíceis vividos por esse país, "você não gosta de mim, mas sua filha gosta".]
