Coloquei na parte de cima do blog um gadget com vídeos do Youtube com jazzistas bons de bola (o que talvez seja uma redundância). É uma pausa musical de qualidade quando o texto está ausente ou quando ele é tão fraquinho, que se envergonha de dar as caras.
Como o programa busca os vídeos aleatoriamente, seguindo palavras chaves (No caso o nome de músicos), é possível que os vídeos se renovem com frequência. Hoje, por exemplo, entraram alguns com músicas do álbum Kind of Blue, do Miles Davis, que completou 50 anos e é de uma beleza sublime. Mas outros músicos aparecerão por aqui porque eu vou ampliar o repertório do blog. Para quem gosta de ler e ouvir boa música de fundo, é uma trilha sonora privilegiada. O difícil é colocar letrinhas que sejam boas companheiras.
sexta-feira
quinta-feira
atração pelo abismo
Tenho verdadeira atração por filmes ruins. Vi Fúria Sobre Rodas e posso garantir: o filme é impagavelmente ruim. Isso não me impediu de prever que seria o campeão de bilheteria no fim de semana de estreia no Brasil. Como também acredito que o fato de ter estourado a boca do balão não significa que todas as 140 mil pessoas que o assistiram gostaram do que viram na tela.
No Brasil, filmes de ação (sejam bons ou ruins) sempre rendem bilheteria. Conheço gente que sai do cinema reconhecendo que o filme é ruim de doer, mas não se lamenta de ter perdido quase duas horas de seu tempo e ter ficado uns 20 reais mais pobre. Parece que o desafio de suportar bravamente roteiros medíocres, atuações pavorosas e cenários toscos é uma espécie de sacríficio a que é obrigada a se submeter. Como se estivesse pagando algum pecado ou tivesse feito algo inominável na encarnação pregressa.
Vou além na minha análise: ver filme ruim é uma espécie de Nosso Lar (filme também horrível) desse suposto pecador. Ou seja, é aquele pântano que ele tem de chafurdar antes de alcançar o aprimoramento pleno de sua alma. Por desenvolvimento espiritual pleno, entenda-se estar pronto para ver filmes de Bergman, Truffaut, Kurosawa, Nelson Pereira dos Santos.
Sei que o sofrimento é grande, mas se esse é o preço para se estar pronto para receber a iluminação de espíritos cinematográficos de grandeza, acho que vale a pena.
No meu caso, que sonho um dia chegar ao Nosso Bar e não ao Nosso Lar, assistir filme ruim é uma espécie de esporte grotesco, como jogar futebol com bola furada ou rebater bola de tênis com raquete quebrada. É um desafio de superação. Estou testando até onde posso aguentar sem correr risco cerebral grave e permanente.
E Nicolas Cage tem sido um companheiro insuperável. Ela nunca me decepciona: tenho certeza de que o próximo filme dele será sempre o pior.
No Brasil, filmes de ação (sejam bons ou ruins) sempre rendem bilheteria. Conheço gente que sai do cinema reconhecendo que o filme é ruim de doer, mas não se lamenta de ter perdido quase duas horas de seu tempo e ter ficado uns 20 reais mais pobre. Parece que o desafio de suportar bravamente roteiros medíocres, atuações pavorosas e cenários toscos é uma espécie de sacríficio a que é obrigada a se submeter. Como se estivesse pagando algum pecado ou tivesse feito algo inominável na encarnação pregressa.
Vou além na minha análise: ver filme ruim é uma espécie de Nosso Lar (filme também horrível) desse suposto pecador. Ou seja, é aquele pântano que ele tem de chafurdar antes de alcançar o aprimoramento pleno de sua alma. Por desenvolvimento espiritual pleno, entenda-se estar pronto para ver filmes de Bergman, Truffaut, Kurosawa, Nelson Pereira dos Santos.
Sei que o sofrimento é grande, mas se esse é o preço para se estar pronto para receber a iluminação de espíritos cinematográficos de grandeza, acho que vale a pena.
No meu caso, que sonho um dia chegar ao Nosso Bar e não ao Nosso Lar, assistir filme ruim é uma espécie de esporte grotesco, como jogar futebol com bola furada ou rebater bola de tênis com raquete quebrada. É um desafio de superação. Estou testando até onde posso aguentar sem correr risco cerebral grave e permanente.
E Nicolas Cage tem sido um companheiro insuperável. Ela nunca me decepciona: tenho certeza de que o próximo filme dele será sempre o pior.
segunda-feira
quarta-feira
escritores ou inscritores
Luís Antônio Giron é um ótimo jornalista e escritor. Grande conhecedor de música clássica e popular, escreveu uma bela biografia sobre Mário Reis (Mário Reis - o fino do samba). Às vezes o encontro em cabines de cinema (sessões de filmes para críticos e jornalistas) e concertos. Gosta de uma polêmica e não teme emitir sua opinião. Mas, ao contrário de tantos "colunistas" polêmicos que hoje campeiam pelas páginas dos jornais e revistas, seus artigos sempre tem substância. Valem a pena ser lidos e discutidos.
Ontem, no site da revista época, ele tocou num vespeiro: os critérios dos concursos literários brasileiros que premiam sempre as mesmas pessoas, deixando de reconhecer os novos talentos. Recomendo a leitura.
Escritores ou inscritores?
Ontem, no site da revista época, ele tocou num vespeiro: os critérios dos concursos literários brasileiros que premiam sempre as mesmas pessoas, deixando de reconhecer os novos talentos. Recomendo a leitura.
Escritores ou inscritores?
terça-feira
ritmo
"Que eu me desenrole nas páginas e não me complique nos parágrafos, que eu não tropece nos velhos erros e que os braços acompanhem o ritmo das pernas. "
Ilana Copque
Ilana Copque
olhos verdes
Deu no Diário de Pernambuco:
A polêmica em torno do Prêmio Jabuti de Livro do Ano, na categoria ficção, dado ao romance Leite derramado, de Chico Buarque, tem colocado em evidência os interesses comerciais e ideológicos que existem por trás dos concursos literários. Em meio ao confronto entre dois gigantes do mercado editorial (Record X Companhia das Letras), deflagrado este ano via declarações, artigos veiculados na imprensa nacional e petições entre fãs e opositores de Chico, o Diario resolveu investigar como funcionam os três principais prêmios de literatura do país.
Leia mais
A polêmica em torno do Prêmio Jabuti de Livro do Ano, na categoria ficção, dado ao romance Leite derramado, de Chico Buarque, tem colocado em evidência os interesses comerciais e ideológicos que existem por trás dos concursos literários. Em meio ao confronto entre dois gigantes do mercado editorial (Record X Companhia das Letras), deflagrado este ano via declarações, artigos veiculados na imprensa nacional e petições entre fãs e opositores de Chico, o Diario resolveu investigar como funcionam os três principais prêmios de literatura do país.
Leia mais
Assinar:
Postagens (Atom)

