Um twitter de parede...
A foto é de João Wainer, vista no blog Não Lugar.
sexta-feira
C10H8
No colégio eu era um craque da tabela periódica dos elementos. Sabia de cor quase todas as fórmulas químicas. C10H8 é a fórmula do naftaleno que, descobri hoje, é um elemento que está no petróleo e entra na composição da naftalina, aquelas bolinhas brancas que ainda são usadas contra traças nos armários de roupa e nas estantes de livros.
Com as portas fechadas há várias semanas, o blog já estava com aquele cheiro de bolor, talvez resultado do "poema" que publiquei e que estava, no mínimo, empoeirado. Uma amiga atenta, mas cheia de dedos (dez), me alertou sobre o bolor. Peço desculpas pelos desatinos da juventude, fecho a tampa do baú (com muitas naftalinas) e tento voltar a normalidade, driblando a falta de tempo e a pouca criatividade de um cérebro que, ultimamente, só pensa na Copa Libertadores da América.
quarta-feira
do fundo do baú
O poema
O poema brota como nascente:
fino,
sujo,
fio de água correndo
para o mar.
O poema queima como chama,
palito aceso,
chama azul,
floresta seca
que arde sem fim.
O poema cresce como tronco,
verde,
liso,
(com espinhos).
Veludo macio
(e arestas cortantes).
Gota, faísca, estrepe
o poema continua inexplicável:
É água de beber,
chama para aquecer,
seiva para alimentar.
O poema brota,
transborda,
se incendeia.
(circa, 1975)
O poema brota como nascente:
fino,
sujo,
fio de água correndo
para o mar.
O poema queima como chama,
palito aceso,
chama azul,
floresta seca
que arde sem fim.
O poema cresce como tronco,
verde,
liso,
(com espinhos).
Veludo macio
(e arestas cortantes).
Gota, faísca, estrepe
o poema continua inexplicável:
É água de beber,
chama para aquecer,
seiva para alimentar.
O poema brota,
transborda,
se incendeia.
(circa, 1975)
terça-feira
um quartinho de pitu, s'il vous plaît
Do blog A Eterna Estrangeira, de Tatiana Lazzarotto:
Recife, Praça do Arsenal.
Quase no fim do Carnaval, aquela coisa, todo mundo meio liso e naquela fase da vida que você quer ficar louco bem rápido, pra aproveitar todos os momentos plenamente, curtir toda a folia do Carnaval do jeito que a vida manda, uhul, e tal, decidimos tomar uma cachaça pura. A escolhida para pedir a cana na barraquinha, adivinha? Nem sabia como pedir, mas meus companheiros me orientaram. Dirigi-me ao balcão e falei, quase num sussurro:
- Um quartinho de Pitu, por favor...
O rapaz nem me ouviu, tamanho o furdunço na barraca. Falei um pouco mais alto e um pouco mais, um pouco mais. Aí o cara se vira pra mim, para a pessoa toda arrumadinha, maquiadinha, com essa cara de 15 anos que não muda, e solta, em tom de espanto:
- Osh, e você bebe cana, é?
Ao meu lado, umas três pessoas olhavam pra mim, igualmente aguardando a resposta. Tratei a pergunta como retórica, peguei o copo de plástico e vazei.
Recife, Praça do Arsenal.
Quase no fim do Carnaval, aquela coisa, todo mundo meio liso e naquela fase da vida que você quer ficar louco bem rápido, pra aproveitar todos os momentos plenamente, curtir toda a folia do Carnaval do jeito que a vida manda, uhul, e tal, decidimos tomar uma cachaça pura. A escolhida para pedir a cana na barraquinha, adivinha? Nem sabia como pedir, mas meus companheiros me orientaram. Dirigi-me ao balcão e falei, quase num sussurro:
- Um quartinho de Pitu, por favor...
O rapaz nem me ouviu, tamanho o furdunço na barraca. Falei um pouco mais alto e um pouco mais, um pouco mais. Aí o cara se vira pra mim, para a pessoa toda arrumadinha, maquiadinha, com essa cara de 15 anos que não muda, e solta, em tom de espanto:
- Osh, e você bebe cana, é?
Ao meu lado, umas três pessoas olhavam pra mim, igualmente aguardando a resposta. Tratei a pergunta como retórica, peguei o copo de plástico e vazei.
segunda-feira
homens que amam as mulheres
Para lembrar o Dia Internacional da Mulher, que começou com a vitória de Kathryn Bigelow, primeira mulher a ganhar o Oscar de direção, com seu filme Guerra ao Terror, uma seleção de grandes momentos de homens que amavam as mulheres:
O Homem que Amava as Mulheres, de François Truffaut
Jules e Jim, de François Truffaut
A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla, com Helena Ignez como Angela Carne e Osso
Um Homem, uma Mulher, de Claude Lelouch
O Homem que Amava as Mulheres, de François Truffaut
Jules e Jim, de François Truffaut
A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla, com Helena Ignez como Angela Carne e Osso
Um Homem, uma Mulher, de Claude Lelouch
sábado
terça-feira
essa é ilana
Do blog Onde os Peixes Voam, de Ilana Copque
"(...) Sou a música alta em um domingo tedioso e abafado. (...) Sou o isso, sou o aquilo. É só assoprar que eu danço. Danço, encanto-me. Preciso apenas fechar os olhos para me imaginar longe... ou perto. (...) Um único doce nunca me contenta".
"(...) Sou a música alta em um domingo tedioso e abafado. (...) Sou o isso, sou o aquilo. É só assoprar que eu danço. Danço, encanto-me. Preciso apenas fechar os olhos para me imaginar longe... ou perto. (...) Um único doce nunca me contenta".
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