sexta-feira

Corpo e alma

Não há como ficar indiferente a Vanessa da Mata. Sua figura sorridente, seus vestidos coloridos que parecem ter sido criados pelo estilista de Wong- Kar Wai (incorporado por Frida Khalo), sua voz de timbre agradável, seus versos curiosos, bem humorados, ternos. E os cabelos? Me perdoem as santas Gal e  Clara, mas que cabeleira é aquela?

Ontem no Sesc Pompeia ela começou uma rápida temporada de shows que terminam neste fim de semana. Como a vida é breve, eu estava lá para embebedar a alma de imagens e sons que me podem ser imprescindíveis no futuro.Se um dia os neurônios insistirem em apagar minhas melhores recordações, que eles tenham muito trabalho para escolher o que vai ficar preservado. Num cantinho tem que ficar alguma coisa de Miles Davis (nem que seja apenas "So What"), de Tom Jobim ("Águas de Março", "Wave"?), de Nelson Cavaquinho... Mas também tem que ficar um tico de Vanessa. Nem que seja essa cabeleira.

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